As reclamações de moradores sobre a falta de transporte coletivo na zona rural de Poços sempre chegam à Câmara. O principal questionamento é a possibilidade de implantar uma linha que atenda aquela região, tendo em vista que a linha Santa Quitéria foi desativada e, desde então, a população encontra dificuldades, precisando se deslocar até a ponte da Fazenda Lambari para ter acesso aos ônibus da empresa Circullare e Rápido Campinas com destino ao centro da cidade.
Desde 2009, vários pedidos de
informações, de autoria do vereador Flávio Faria (PT), foram encaminhados à
prefeitura. Nos documentos, a Câmara indaga se houve novos estudos visando à
implantação de uma nova linha que atenda às fazendas Ozório, Cascata das Antas,
Cachoeirinha, Córrego D’Antas, Lambari, Cerâmica, Santa Marina, Santo Antônio,
Fumaça, Matão, Cruzeiro, Rolador, Baixadão, Bela Vista, Santa Quitéria, dentre
outras.
Em resposta, o Executivo
esclareceu que o trecho da zona rural que não é atendido pela empresa de
transporte coletivo pertence ao estado de São Paulo, o que impede o acatamento
da solicitação dos moradores. Além disso, a prefeitura informou que não foi
encaminhada nenhuma solicitação de autorização ao DNIT (Departamento Nacional
de Infraestrutura e Transportes) e nem à ANTT (Agência Nacional de Transportes
Terrestres) para que seja possível a implantação da nova linha.
Um parecer da Procuradoria Geral
do Município sobre o assunto também foi enviado à Câmara. Nele, é esclarecido
que, como as propriedades não se encontram na zona do município de Poços de
Caldas, a empresa concessionária não é obrigada a atender tais localidades,
além de não poder transitar sem autorização do órgão competente.
Dificuldade
Recentemente, uma moradora da
Fazenda Santa Quitéria procurou a Câmara para relatar as dificuldades
encontradas pelas comunidades da zona rural devido à falta de transporte
coletivo. Leila dos Reis Ferreira alegou que há quase três anos luta para
implantação de uma nova linha e que até um abaixo-assinado já foi providenciado
pela população.
Em conversa com o vereador Flávio
Faria, a moradora teve conhecimento de todos os pedidos feitos pela Câmara e
das respostas do Executivo que mostram a impossibilidade de atendimento da
reivindicação.
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