| Vereador Joaquim Alves recebeu duas pessoas que não conseguem leite em pós há dois meses. |
Nesta semana, duas pessoas procuraram o vereador Joaquim Alves (PMDB) alegando falta de leite em pó na farmácia central do município. Nesse ano, segundo o parlamentar, várias reclamações foram feitas sobre essa questão.
De acordo com Neusa de Sousa Crizóstomo e Sandra Moraes da Silva, que que se reuniram com o parlamentar na última terça-feira (10), os leites Nutren e Nutrison estão, há cerca de dois meses, em falta na Secretaria de Saúde. A resposta que elas têm, quando procuram informações, é que o pedido já foi feito, entretanto as mercadorias ainda não chegaram.
Durante a conversa com o vereador, Neusa relatou as dificuldades que enfrenta com a mãe, que hoje se alimenta somente através de uma sonda. “Minha mãe é acamada, só se alimenta pela sonda e faz mais de dois meses que estou comprando o leite. Só que não estou tendo mais condições. Vou na farmácia da Policlínica eles dizem que não chegou, vou na Secretaria de Saúde e é a mesma coisa. Então, não sei mais o que fazer. Eles alegam que já fizeram uma compra e que o leite não chegou e essa é desculpa todas as vezes. Faleceu uma senhora perto de casa e a filha dela me arrumou dez latas que já acabaram. É preciso resolver essa questão, pois são duas latas por dia e não tenho condição mais de comprar”, afirmou.
Situação parecida vive Sandra Moraes da Silva. Amiga e vizinha de um senhor de 83 anos, ela ressaltou que não tem encontrado o leite em pó na farmácia do SUS. “Esse leite é para um senhor de 83 anos, que está acamado. Enfrento a mesma dificuldade das outras pessoas. Como vamos fazer se é um leite super caro e gastamos uma lata e meia por dia?”, indagou.
Além do Nutren e Nutrison, existe a reclamação, também, da falta de leites infantis, como o Nan Soy. Nas últimas semanas, cerca de quatro mães procuraram a Câmara relatando dificuldades para adquirir esse alimento que é essencial às crianças que têm alguma alergia a lactose.
Segundo o vereador Joaquim, apesar do esforço da prefeitura, o problema persiste. “Estamos sensibilizados com a reclamação dessas pessoas, pois vemos a situação difícil que estão passando com a falta desse alimento para seus parentes. Tenho conversado muito com o pessoal da Secretaria de Saúde e eles falam que o leite está para chegar, entretanto a demora está grande. Entendemos o esforço da administração, sabemos que a compra de medicamentos às vezes é burocrática, mas precisamos resolver essa situação. Ficamos tristes, pois sabemos que é uma questão complicada”, declarou.
O legislador ressaltou que entrará em contato novamente com o secretário de Saúde para pedir urgência nessa questão da falta de leite em pó na farmácia do SUS. “Já falei com o secretário e pretendo conversar de novo sobre esse problema. Temos consciência que as licitações são processos demorados, durando aproximadamente de três a quatro meses. Além disso, três empresas distintas precisam apresentar seus preços para validar a abertura dos envelopes e algumas empresas, não satisfeitas com o resultado, entram com ação impedindo a aquisição do material. Com isso, todo o processo fica parado aguardando resposta do Poder Judiciário ou uma nova licitação tem que dar início. Por isso, na maioria das vezes é tão demorado a compra dos medicamentos e precisamos encontrar uma maneira de resolver a questão de forma mais rápida”, concluiu Joaquim Alves.
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